Sobre luzes e sonos

sexta-feira, 24 de março de 2017
Eu ia começar este texto falando do ciclo circadiano nos humanos, mas aí pensei e repensei e concluí: melhor não. Não sou expert no assunto e Pai Google ta aí pra isso, né gente? Bateu a curiosidade, digita lá (ou fala no celular) que ele conta tudo.

Então vou só contar meu causo de ontem a noite mesmo.

Pra começar, explicar aqui que eu bordo há muito tempo. Tipo, muito mesmo. Aprendi quando tinha lá meus 10 ou 12 anos. Bordei muito na adolescência, mas depois que entrei na faculdade acabei diminuindo muito essa atividade na minha vida, por diversos motivos que eu nem sei direito. Fato é que de uns tempos pra cá eu tenho voltado a atividades manuais, artísticas e hobbies. E, convenhamos, bordado tá voltando à moda (u-hul!). Juntando o útil ao agradável, voltei a bordar.

Aí que ontem à noite cheguei em casa, passei umas roupitchas de cá, tomei um banhinho ali, esquentei no microondas minha sopa-muito-mega-maravilhosa-que-eu-fiz-anteontem e jantei e peguei pra bordar. Ói gente, que fazia tempo que eu não empolgava assim numa atividade! Fui que fui até onze da noite. Enfiei na cabeça que ia fazer até tal ponto da figura e não sosseguei até chegar nesse ponto.

E o celular, nisso tudo, ficou meio abandonadinho. De tempo em tempo eu pensava que seria bacana dar uma olhadinha no Facebook e no Instagram, mas deixa pra depois, né? E de deixa-pra-depois em deixa-pra-depois, eu percebi que tava ficando com um soninho gostoso. Aí lembrei desses artigos que a gente vê aí por essa internet falando sobre a interferência que a luz do celular, tablet ou computador - essa luz azul aí que tá invadindo seus olhos enquanto você lê este post - têm no nosso ciclo circadiano (olha ele aqui!), o quanto que essa luz bagunça nossa percepção de dia e noite, reduz nossa produção de melatonina e impede a gente de ter sono.

Então, depois de chegar no ponto em que eu queria do meu bordado, resolvi que ia dormir sem ficar encarando o celular. Claro que dei uma leve olhadinha pra ver as horas, mas nada de ficar vidrada na telinha. Se mudou alguma coisa no meu estado de humor? Não sei. Foi só um dia. Acordar não foi lá muito fácil hoje, mas tô numa euforia que faz tempo que eu não tenho, viu? Uma vontade de me mexer, fazer exercício. Resta agora tornar isso um hábito e ver se melhora minha qualidade de vida.
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