Garrafa no Mar

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Hora do descanso

sexta-feira, 4 de maio de 2018
Talvez seja a hora disso: um descanso

Um descanso pra cabeça, uma pausa no andamento das coisas

Hora de fazer o trabalho ir pra frente e os projetos pessoais irem com mais calma
         de pensar mais na minha versão de hoje e menos na minha versão de amanhã
         de arrumar a casa antes da virada do ano pra iniciar o novo ciclo em ordem
         de me permitir acreditar, de me permitir desacreditar
         de me permitir questionar, de me permitir opinar
         de fazer só por fazer
         de amar

Porque até pode ser que amanhã o trabalho seja outro
                                                     eu seja outra
                                                     a casa seja outra
                                                     as crenças sejam outras
                                                     as opiniões sejam outras
                                                     as coisas sejam outras
                                                     as pessoas sejam outras

Mas hoje o trabalho é este
                eu estou esta
                a casa está onde está
                as crenças se constroem
                as opiniões borbulham e evaporam
                as coisas mudam constantemente
                as pessoas

Talvez seja a hora disso: um descanso
                                                                no amanhã
                                        uma investida
                                                                no hoje

30 antes dos 30 - eu não me esqueci

terça-feira, 3 de abril de 2018
Faz tempo.

De repente a gente percebe que os dias passaram e que as prioridades do coração foram deixadas para trás, que as prioridades externas foram priorizadas.

Tanta coisa que eu gostaria de escrever, tanta coisa que eu gostaria de fazer, que, pra variar, fico até confusa.

Então tô só passando pra tirar a poeira, lembrar da existência deste blog, desentulhar um pouco o cérebro e contar que a vida vem seguindo, que as coisas vêm acontecendo, que falta pouco para eu fazer 30 anos (dois meses e pouquinho) e que eu consegui algumas realizações daquela lista de coisas a fazer de outro dia.

7. Fazer uma viagem muito, muito, muito legal, pra um lugar que eu ainda não conheça.
Eu viajei. Depois de nem sei mais quanto tempo sem conhecer lugares novos, juntei com uma amiga nas minhas férias (oi, Laura!), enchemos o carro de tranqueira e pegamos a estrada.
A intenção era uma, o resultado foi outro. Ao final de uma semana, um carro cheio de terra e roupa lavada estendida sobre o porta-malas, mais de mil quilômetros rodados e duas pessoas mais do que felizes querendo viajar mais.
Foi lindo, foi transformador, foi curto, quero de de novo, queremos de novo. Minas Gerais é tudo de bom!

 

8. Passar um fim de semana na praia. SO-ZI-NHA.
Passei. Não curti tanto assim.

11. Começar o curso de desenho.
Tô fazendo. Tô aprendendo a desenhar na Quanta. Tá puxado, tá cansativo, tô desenhando menos do que gostaria, mas tô aprendendo a técnica e tô feliz com isso.


16. Estudar tarô. E ter um tarô. E tirar tarô pelo menos uma vez.
A Laura foi cobaia, claro. Eu comprei o maravilhoso Joie de Vivre, da Paulina, que tem um trabalho maravilhoso. Capegando um pouco cá e um pouco lá, tô aprendendo a ler o tarô, a absorver as imagens de um desenho, a memorizar significados das cartas. E tô até traduzindo um livro, pra estudo próprio.
Foto: Paulina

17. Mudar a frequência de aulas de ballet pra duas vezes por semana.
Mudei. Tô bailarinando mais. Com alguns contratempos nas duas últimas semanas, hoje volto à rotina.

20. Comprar uma camiseta da Camiseteria di Mooca.
Comprei e saio desfilando por aí, de branco e grená, anunciando pro mundo que "Na Mooca é tutti buona gente". Tem foto? Não.

Algumas coisas não foram cumpridas, mas essas eu deixo pra contar quando eu fizer 30 anos.

Fofura do dia

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017


Feliz Ano Novo #1 - Fechado pra balanço

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
Vai ter série de posts? Vai ter série de posts sim.


Cansei! Cansamos, né?

Cansamos de correr atrás dos próprios rabos, de apagar incêndio com gasolina, de deixar para amanhã, para a véspera, de “quando der eu faço”, de “não faça hoje o que você pode fazer amanhã”. Não funciona, mas a gente insiste.

Agora a gente espera o quê? Que 2018 seja diferente. Que 2018 seja planejado, que tenha meta anual, metas semestrais, trimestrais, mensais, quinzenais. Que tenha Bullet Journal, que tenha calendário semanal, que tenha comida caseira e casa arrumada e dinheiro sobrando e paz de espírito.

E aí a gente faz o quê? Começa a planejar essas coisas quase um mês antes, pra tentar garantir que tudo vai dar certo.

2017 acabou. Fechei pra balanço.


Sobre ser nova no rolê e ser old school - tudo ao mesmo tempo agora

terça-feira, 28 de novembro de 2017
Que eu sou nova no rolê, não é nenhuma novidade. Só cavucar o blog e descobrir que o primeiro post foi ao ar dia 8 de março deste 2017 mesmo. Mas eu sou da velha guarda e estou por aqui desde que essa internet era mato, sim. Só que do outro lado da linha.

Leio blogs há muito tempo. Tanto que já nem me lembro. Quando surgiu o blogger e eu já pensei que seria bem bacana ter o meu blog, mas se eu mal conseguia contar sobre a minha vida pra um ou outro perto de mim, quem diria pra todo mundo que eu conhecia.

Na real, eu ainda não tinha entendido a capacidade de alcance da internet. E só fui entender alguns anos depois, quando comecei a ler blogs e perceber o quanto era legal conhecer os desconhecidos, saber seus gostos, seus hobbies, suas opiniões. E eu curti muito a internet nessa época. E eu quis ter um blog, eu tentei, mas de alguma forma não consegui.

Depois as coisas começaram a mudar. Blogs começaram a ser negócios, a gerar dinheiro. Eu gosto de dinheiro. E eu quis ter um blog, mas de alguma forma não consegui.

Aí a coisa parece que começou a degringolar. Muitos daqueles espaços tão legais e pessoais, em que aquelas pessoas tão bacanas escreviam amenidades, começaram a se tornar espaços quase que exclusivamente de publicidade. Perderam o aspecto tão legal e tão pessoal. Novos blogs começaram a surgir e eu já não conseguia mais gostar deles. Parecia mais uma grande forçação de barra para atender a critérios de marcas e conseguir algum tipo de patrocínio, financeiro ou mesmo em produtos. E aí eu percebi que na verdade foi uma coisa boa eu não ter conseguido ter um blog quando pensei nessa possibilidade como um negócio. E eu não quis mais ter um blog.

Ou quis. Na verdade aquela vontadezinha de escrever amenidades sobre mim e minha vida sempre esteve presente. Só não parecia mais que eu teria espaço para isso. Blogs tinham me cansado. Tinham perdido espaço na minha vida. Não era mais pra mim.

E aí, de alguma forma X, surgiu a Isadora. Conheci seu blog. E dela conheci a Maki, e a Nicas e muitas e muitas outras pessoas que escrevem porque gostam, escrevem simplesmente por escrever, quase como uma válvula de escape para aquelas coisas que vivem dentro de si e que quase parecem não caber mais neste mundo. E eu descobri que ainda existia uma bolha de blogs à moda antiga. Foi quando me senti em casa novamente, quando a ideia de ter o meu próprio blog começou a fazer sentido novamente. E ainda ruminei muito tempo. Quero? Não quero? Devo? Não devo? Faz sentido? Nesse mundo de tanta exposição, eu realmente quero me expor mais ainda na internet? QUAL É O NOME DO MEU BLOG?

Foi quando um dia, lendo um post de não sei mais onde, a expressão "garrafa no mar" apareceu. Fez sentido pra mim. Finalmente algo que parecia me representar de tantas formas diferentes. Depois, pesquisando mais a fundo, fui descobrir que me representava em níveis ainda maiores (ainda falarei sobre isso aqui). E uma das coisas que eu usava como grande impedimento foi resolvida. Finalmente eu tinha um nome.  Bastava então escrever. Então comecei.

Escrevo pouco, quando quero e consigo, quando minha ansiedade não me impede, quando meu perfeccionismo não me segura. Aos poucos vou indo, falando de mim, do que penso, do que gosto, do que faço, do que sinto. Aos poucos e sem pressa, na intenção de trazer pra blogosfera apenas um pouquinho mais de amenidades. Um pouquinho mais de amor (ou não). Pelo menos por enquanto, é assim.

***

O amorzices é um projeto mensal, publicado todo dia 15, criado pelo trio amorzinho Sernaiotto + Serendipity + Desancorando e que tem como tema de base: amor. a partir daí elas falam sobre um monte de coisas. O tema de novembro é o amor na blogosfera e eu, nova no pedaço, resolvi aderir. Se você achou legal, de repente resolve aderir também. Aí é só correr lá nos blogs delas e avisar pra elas saberem.

Tem dias que...

terça-feira, 22 de agosto de 2017
Tem dias que as coisas fluem.
Que é tudo muito simples de se fazer,
que as obrigações simplesmente furam a fila mental, correm para pegar seu lugarzinho ao sol e se colocam à frente, à disposição.

E tem dias que não.

Que tudo empaca,
que a vontade não vem,
que as obrigações parecem maçantes.
Que as abas do navegador parecem se multiplicar como células de um embrião fazendo mitose.
Que tudo o que se quer é uma cama, uma coberta e uma caneca de chocolate quente (com um shot de conhaque, por favor).
Ontem foi um dia desses.
Hoje está sendo.

Mudei de ideia

sexta-feira, 28 de julho de 2017
É isso mesmo. Mudei de ideia, e tá tudo bem.

Tava lá (e ainda tá, mas riscadinho), no 30 coisas que quero fazer antes dos 30 anos: um BEDA. Aí tô aqui pensando... agosto tem 31 dias. São muitos dias. São muitos posts. Eu não acho que eu tenha conteúdo suficiente pra tanto post assim de uma vez.

Não que isto aqui, este post, seja algo do tipo "nossa-sinhora-meu-deus-do-céu-que-conteúdo-imprescindível-pra-minha-vida-revogou-a-lei-da-gravidade". Mas é meu. Aqui. Do fundinho do coração, escrevendo com vontade, querendo contar o que está se passando aqui nesta cabeça meio doida. Surgiu. Assim... quero escrever, vou escrever. Escrevo porque quero, não porque tenho quê.

E acho que isso que me criou tanta dificuldade de manter outros blogs que já tentei. Escrever por obrigação. Tá decidido. Não vai ter BEDA. Não vai ter post todo dia, nem toda semana, nem todo mês. Vai ter post quando eu quiser escrever.

E eu quero fazer uma trilha.

Beija!