Garrafa no Mar

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terça-feira, 12 de junho de 2018
Hoje eu acordei cedo, mais cedo do que normal. O despertador fez seu barulho habitual e desta vez eu não briguei com ele. Outro barulho me instigava: aquele som de batidas na porta. Eu bem sabia quem era e fui logo recebê-lo.

Era o tempo, mostrando finalmente a cara, vindo dizer que já vinha mandando sinais, que aqueles fios que ainda não sabem se são brancos ou pretos, que aquelas finas e insistentes linhas na testa, todos haviam sido presentes adiantados de sua parte.

Nesta manhã ele trouxe um novo presente: um novo número pra minha coleção. Um número significativo, um número que num passado não tão distante mas já muito remoto me parecia tão assustador e que agora chega a ser reconfortante.

E, num gostoso e quente abraço, sussurrou em meu ouvido, escreveu em minha pele e tatuou em minh'alma, no desejo verdadeiro de quem há tempos já vem me dando sinais:


Hora do descanso

sexta-feira, 4 de maio de 2018
Talvez seja a hora disso: um descanso

Um descanso pra cabeça, uma pausa no andamento das coisas

Hora de fazer o trabalho ir pra frente e os projetos pessoais irem com mais calma
         de pensar mais na minha versão de hoje e menos na minha versão de amanhã
         de arrumar a casa antes da virada do ano pra iniciar o novo ciclo em ordem
         de me permitir acreditar, de me permitir desacreditar
         de me permitir questionar, de me permitir opinar
         de fazer só por fazer
         de amar

Porque até pode ser que amanhã o trabalho seja outro
                                                     eu seja outra
                                                     a casa seja outra
                                                     as crenças sejam outras
                                                     as opiniões sejam outras
                                                     as coisas sejam outras
                                                     as pessoas sejam outras

Mas hoje o trabalho é este
                eu estou esta
                a casa está onde está
                as crenças se constroem
                as opiniões borbulham e evaporam
                as coisas mudam constantemente
                as pessoas

Talvez seja a hora disso: um descanso
                                                                no amanhã
                                        uma investida
                                                                no hoje

Sobre ser nova no rolê e ser old school - tudo ao mesmo tempo agora

terça-feira, 28 de novembro de 2017
Que eu sou nova no rolê, não é nenhuma novidade. Só cavucar o blog e descobrir que o primeiro post foi ao ar dia 8 de março deste 2017 mesmo. Mas eu sou da velha guarda e estou por aqui desde que essa internet era mato, sim. Só que do outro lado da linha.

Leio blogs há muito tempo. Tanto que já nem me lembro. Quando surgiu o blogger e eu já pensei que seria bem bacana ter o meu blog, mas se eu mal conseguia contar sobre a minha vida pra um ou outro perto de mim, quem diria pra todo mundo que eu conhecia.

Na real, eu ainda não tinha entendido a capacidade de alcance da internet. E só fui entender alguns anos depois, quando comecei a ler blogs e perceber o quanto era legal conhecer os desconhecidos, saber seus gostos, seus hobbies, suas opiniões. E eu curti muito a internet nessa época. E eu quis ter um blog, eu tentei, mas de alguma forma não consegui.

Depois as coisas começaram a mudar. Blogs começaram a ser negócios, a gerar dinheiro. Eu gosto de dinheiro. E eu quis ter um blog, mas de alguma forma não consegui.

Aí a coisa parece que começou a degringolar. Muitos daqueles espaços tão legais e pessoais, em que aquelas pessoas tão bacanas escreviam amenidades, começaram a se tornar espaços quase que exclusivamente de publicidade. Perderam o aspecto tão legal e tão pessoal. Novos blogs começaram a surgir e eu já não conseguia mais gostar deles. Parecia mais uma grande forçação de barra para atender a critérios de marcas e conseguir algum tipo de patrocínio, financeiro ou mesmo em produtos. E aí eu percebi que na verdade foi uma coisa boa eu não ter conseguido ter um blog quando pensei nessa possibilidade como um negócio. E eu não quis mais ter um blog.

Ou quis. Na verdade aquela vontadezinha de escrever amenidades sobre mim e minha vida sempre esteve presente. Só não parecia mais que eu teria espaço para isso. Blogs tinham me cansado. Tinham perdido espaço na minha vida. Não era mais pra mim.

E aí, de alguma forma X, surgiu a Isadora. Conheci seu blog. E dela conheci a Maki, e a Nicas e muitas e muitas outras pessoas que escrevem porque gostam, escrevem simplesmente por escrever, quase como uma válvula de escape para aquelas coisas que vivem dentro de si e que quase parecem não caber mais neste mundo. E eu descobri que ainda existia uma bolha de blogs à moda antiga. Foi quando me senti em casa novamente, quando a ideia de ter o meu próprio blog começou a fazer sentido novamente. E ainda ruminei muito tempo. Quero? Não quero? Devo? Não devo? Faz sentido? Nesse mundo de tanta exposição, eu realmente quero me expor mais ainda na internet? QUAL É O NOME DO MEU BLOG?

Foi quando um dia, lendo um post de não sei mais onde, a expressão "garrafa no mar" apareceu. Fez sentido pra mim. Finalmente algo que parecia me representar de tantas formas diferentes. Depois, pesquisando mais a fundo, fui descobrir que me representava em níveis ainda maiores (ainda falarei sobre isso aqui). E uma das coisas que eu usava como grande impedimento foi resolvida. Finalmente eu tinha um nome.  Bastava então escrever. Então comecei.

Escrevo pouco, quando quero e consigo, quando minha ansiedade não me impede, quando meu perfeccionismo não me segura. Aos poucos vou indo, falando de mim, do que penso, do que gosto, do que faço, do que sinto. Aos poucos e sem pressa, na intenção de trazer pra blogosfera apenas um pouquinho mais de amenidades. Um pouquinho mais de amor (ou não). Pelo menos por enquanto, é assim.

***

O amorzices é um projeto mensal, publicado todo dia 15, criado pelo trio amorzinho Sernaiotto + Serendipity + Desancorando e que tem como tema de base: amor. a partir daí elas falam sobre um monte de coisas. O tema de novembro é o amor na blogosfera e eu, nova no pedaço, resolvi aderir. Se você achou legal, de repente resolve aderir também. Aí é só correr lá nos blogs delas e avisar pra elas saberem.

Tem dias que...

terça-feira, 22 de agosto de 2017
Tem dias que as coisas fluem.
Que é tudo muito simples de se fazer,
que as obrigações simplesmente furam a fila mental, correm para pegar seu lugarzinho ao sol e se colocam à frente, à disposição.

E tem dias que não.

Que tudo empaca,
que a vontade não vem,
que as obrigações parecem maçantes.
Que as abas do navegador parecem se multiplicar como células de um embrião fazendo mitose.
Que tudo o que se quer é uma cama, uma coberta e uma caneca de chocolate quente (com um shot de conhaque, por favor).
Ontem foi um dia desses.
Hoje está sendo.

Das coisas que aprendi (ou não)

terça-feira, 4 de abril de 2017
Vou te dizer que tenho uma boa memória e uma certa facilidade de aprender. Hoje, do alto dos meus 28 anos, formada há mais de dez no ensino médio, ainda me lembro coisas como (na ordem que eu mantinha meus cadernos):

1. Matemática
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá,
sen(a).cos(b) + sen(b).cos(a)

2. Física
v=v0+a.t

3. Química
Nas cadeias carbônicas:
1 carbono = met
2 carbonos = et
3 carbonos = pro
4 carbonos = but

4. Biologia
O reino vegetal é dividido em briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas.

5. Língua Portuguesa (Gramática) (esse eu puxei da quarta série, em 1998)
As preposições são:
a, de, com, até, perante
desde, sobre, para, sem
contra, entre, trás, após,
ante, per, por, sob, em

6. Língua Portuguesa (Literatura) 
Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É contentamento descontente
É dor que desatina sem doer
(Luís de Camões)

7. História (desta eu não gostava)
A Primeira Guerra Mundial durou de 1914 a 1918.

8. Geografia
Ventos são movimentações de ar de uma região de alta pressão para uma região de baixa pressão atmosférica.


Mas vou confessar, e não sem vergonha: até hoje eu não sei qual é a função da mitocôndria.

Sobre luzes e sonos

sexta-feira, 24 de março de 2017
Eu ia começar este texto falando do ciclo circadiano nos humanos, mas aí pensei e repensei e concluí: melhor não. Não sou expert no assunto e Pai Google ta aí pra isso, né gente? Bateu a curiosidade, digita lá (ou fala no celular) que ele conta tudo.

Então vou só contar meu causo de ontem a noite mesmo.

Pra começar, explicar aqui que eu bordo há muito tempo. Tipo, muito mesmo. Aprendi quando tinha lá meus 10 ou 12 anos. Bordei muito na adolescência, mas depois que entrei na faculdade acabei diminuindo muito essa atividade na minha vida, por diversos motivos que eu nem sei direito. Fato é que de uns tempos pra cá eu tenho voltado a atividades manuais, artísticas e hobbies. E, convenhamos, bordado tá voltando à moda (u-hul!). Juntando o útil ao agradável, voltei a bordar.

Aí que ontem à noite cheguei em casa, passei umas roupitchas de cá, tomei um banhinho ali, esquentei no microondas minha sopa-muito-mega-maravilhosa-que-eu-fiz-anteontem e jantei e peguei pra bordar. Ói gente, que fazia tempo que eu não empolgava assim numa atividade! Fui que fui até onze da noite. Enfiei na cabeça que ia fazer até tal ponto da figura e não sosseguei até chegar nesse ponto.

E o celular, nisso tudo, ficou meio abandonadinho. De tempo em tempo eu pensava que seria bacana dar uma olhadinha no Facebook e no Instagram, mas deixa pra depois, né? E de deixa-pra-depois em deixa-pra-depois, eu percebi que tava ficando com um soninho gostoso. Aí lembrei desses artigos que a gente vê aí por essa internet falando sobre a interferência que a luz do celular, tablet ou computador - essa luz azul aí que tá invadindo seus olhos enquanto você lê este post - têm no nosso ciclo circadiano (olha ele aqui!), o quanto que essa luz bagunça nossa percepção de dia e noite, reduz nossa produção de melatonina e impede a gente de ter sono.

Então, depois de chegar no ponto em que eu queria do meu bordado, resolvi que ia dormir sem ficar encarando o celular. Claro que dei uma leve olhadinha pra ver as horas, mas nada de ficar vidrada na telinha. Se mudou alguma coisa no meu estado de humor? Não sei. Foi só um dia. Acordar não foi lá muito fácil hoje, mas tô numa euforia que faz tempo que eu não tenho, viu? Uma vontade de me mexer, fazer exercício. Resta agora tornar isso um hábito e ver se melhora minha qualidade de vida.

Então que...

quarta-feira, 8 de março de 2017
Então que eu resolvi, mais uma vez, criar um blog.

Então que eu ainda não resolvi exatamente sobre o que o blog vai ser.
Então que vai ser sobre um pouco de tudo.
Então que vai ser sobre mim. (segura esse ego!)

Então que eu adoro datas significativas.
Então que sempre tento criar um blog em algum dia como primeiro do ano ou meu aniversário.

Então que hoje é dia da mulher!